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e Peru, depois Estados Unidos, Europa e Ásia.
Todos os pescadores e seus líderes foram autuados pelo Ibama por pesca ilegal e por terem penetrado em Unidade de Conservação da Natureza sem autorização. Todos os petrechos, embarcações e equipamentos utilizados como instrumentos do crime ambiental foram apreendidos. 13 homens e duas mulheres foram presos e responderão à justiça por crime ambiental e formação de quadrilha.
Foram encontrados sob posse dos infratores 4.819 alevinos, dos quais 1.715 foram devolvidos a seu habitat natural, enquanto o restante foi entregue para fins científicos ao Instituto Mamirauá em Tefé-AM.
Os alevinos de aruanã cobiçados pelo tráfico internacional possuem em média cinco centímetros e sua captura é feita a partir do abate do macho, que abriga os alevinos na boca até que possam sobreviver na natureza sem a proteção paterna. O abate é feito com petrechos artesanais como flecha, arpão e zagaia. Os alevinos são mantidos em sacos plásticos com auxílio de aplicações diárias de oxigênio enquanto são transportados. A cadeia de comercialização inicia com o preço de R$ 1,00 nos locais de pesca, R$ 2,50 para Colômbia e Peru, e US$ 7,00 para os mercados norte-americano, europeu e asiático.
A Instrução Normativa do Ibama/AM nº 01/2001 proíbe a captura de alevinos de aruanã, já que estabelece o tamanho mínimo de 44 cm para a captura da espécie. Entretanto, na região do médio Solimões essa prática é recorrente nesta época do ano, principalmente na Reserva Estadual de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e na Reserva Extrativista Auati-Paraná (Reserva Federal).
Macaco D’água: é como os ribeirinhos do médio Solimões também denominam o peixe aruanã.
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